ANO
C2009-2010
28 de Fevereiro de 2010
21 de Fevereiro de 2010
14 de Fevereiro de 2010
7 de Fevereiro de 2010
LITURGIA DA PALAVRA
(Comentários do Padre João Resina Rodrigues)
ANO C
2009-2010
O Evangelho de S. Lucas vai ser o mais lido neste ano litúrgico. Os textos escolhidos para os Domingos e Festas não são cronológicos nem contínuos, pelo que recomendamos a leitura prévia, integral e seguida deste Evangelho.
FEVEREIRO DE 2010
II DOMINGO DA QUARESMA
28 de Fevereiro de 2010
"Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto
e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente."
(Lc 9, 29)
Transfiguração de Jesus
Rafael - Vaticano
5-12. 17-18I Leitura: Gen 15,
A promessa a Abraão.
"Abraão acreditou no Senhor, o que lhe foi atribuído como justiça."
SALMO - 26 (27), 1.7-8. 9abc. 13-14 (R. 1a)
Refrão: O Senhor é a minha luz
e a minha salvação.
II Leitura - Forma longa Filip 3, 17 – 4, 1
Apelo à fidelidade
EVANGELHO - Lc 9, 28b-36
A transfiguração no Tabor
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II DOMINGO DA QUARESMA
Desde sempre, Deus decidira que o Filho tomaria a condição humana para dialogar com os homens e os salvar dos seus pecados. Para concretizar este desígnio, suscitou a formação do povo judeu, no qual Jesus havia de nascer. Esperou longos séculos, até que existisse na Terra um certo grau de civilização. Então, por volta de 1800 a.C., chamou Abraão.
"O Senhor disse a Abraão: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti um grande povo, (...) e todas as famílias da terra serão em ti abençoadas.» Abraão partiu, como o Senhor lhe dissera. (...) Tinha setenta e cinco anos. Tomou Sarai, sua mulher e Lot, seu sobrinho, os bens que possuíam e os escravos que tinham adquirido, e partiram todos para a terra de Canaã." (Gen 12, 1-5).
Não sabemos se Deus falou a Abraão por palavras ou lhe manifestou a sua vontade por um secreto impulso interior.. De resto, os místicos mais recentes nunca explicaram cabalmente como é que Deus se relaciona com eles.
Neste momento, Abraão estava longe de ser um santo. Era um homem enérgico e empreendedor, capaz de actos generosos e de grandes baixezas. Mas o Senhor sabe despertar no homem aquilo que ele tem de melhor. Abraão acredita em Deus, põe-se a caminho e ser-lhe-á sempre fiel. "Pela fé, Abraão, ao ser chamado, obedeceu e partiu para um lugar que havia de receber como herança. E partiu sem saber para onde ia." (Heb 11, 8).
O desgosto de Abraão era não ter filhos. Já na Palestina, Deus promete-lhe que ele terá uma grande descendência. (Gen 15, 5-18, primeira Leitura desta missa). A promessa era aparentemente absurda porque ele e a mulher eram velhos. Mas Abraão continua a acreditar. "Nesse dia, Deus estabeleceu com Abraão uma Aliança." (15, 18). De Abraão e de Sara nasce Isaac.
A Aliança, anunciada no episódio do dilúvio (Gen 9, 9-17), e firmada com Abraão (15, 18), é ratificada no tempo de Moisés (Ex 19, 1-24, 18). Tornada caduca, será substituída por Jesus pela Nova Aliança (Mt 26, 28; Mc 14, 24; Lc 22,20).
A figura de Abraão confrontou-nos com dois temas maiores da Bíblia, a Aliança e a fé. A Aliança é uma proposta de amizade entre Deus e os homens, firmada primeiro com o povo judeu, tornada universal em Jesus Cristo. A fé é a confiança que o homem deve depositar em Deus e na sua palavra. Isaías e Oseias vão dizer-nos que a confiança que deve reinar entre a mãe e o filho, entre o marido e a mulher, são boas imagens de fé. (Is 50; 54; 61; 62. Os 2, 11; 14).
No Evangelho, Jesus pede aos homens que acreditem n'Ele. "A obra de Deus é esta: acreditar naquele que Ele enviou." (Jo 6, 29).
Uma definição tradicional diz que ter fé é acreditar na palavra de Deus, que não se engana nem mente. S. Tomás de Aquino, no séc. XIII, aceita a definição, mas nota que acreditar na palavra de Deus remete para algo de mais simples e mais fundamental: acreditar em Deus.
A segunda leitura (Fil 3, 20 - 4, 8) articula a fé com a esperança: "A nossa pátria está nos céus, donde esperamos, como Salvador, o Senhor Jesus Cristo".
O Evangelho (Lc 9, 28-36) narra a transfiguração de Jesus. Permitindo que os discípulos Pedro, Tiago e João assistam à alteração da sua figura enquanto reza e ouçam o seu diálogo com Moisés e Elias, Jesus pretende consolidar a fé deles. É a seguir que lhes confia que caminha para Jerusalém ao encontro da derrota e da morte, da morte e da ressurreição.
P.e João Resina Rodrigues – (Extraído da "Palavra no Tempo II")
21 de Fevereiro de 2010
"Durante quarenta dias, esteve no deserto,
conduzido pelo Espírito, e foi tentado pelo Diabo."
(Lc 4, 2)
I Leitura: Deut 26, 4-10
A oferta das primícias da terra em sinal de gratidão a Deus, que libertou o povo da escravidão do Egipto.
SALMO - 90 (91), 1-2.10-15 (R. cf. 15b)
Refrão: Estai comigo, Senhor,
no meio da adversidade
II Leitura - Rom 10, 8-13
A nossa atitude fundamental é a fé em Deus, por Jesus Cristo Senhor.
EVANGELHO - Lc 4, 1-13
As tentações no deserto
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I DOMINGO DA QUARESMA
Vamos, mais adiante, celebrar a morte e a ressurreição do Senhor Jesus. A Igreja pede-nos que, nestes quarenta dias da Quaresma, examinemos as nossas vidas e as corrijamos à luz da palavra e do exemplo d'Ele.
Os Evangelhos de S. Mateus e de S. Lucas contam que, logo no início da sua vida pública, Jesus foi assediado pelo demónio, que Lhe fez três propostas, as quais Ele rejeitou. Certos exegetas admitem que estes textos são uma maneira simbólica de relatar opções importantes que Jesus teve de fazer ao longo da sua vida, mas sobretudo nos três anos da pregação.
De resto, estas tentações tocam o fundo da condição humana. Reflectir sobre elas ajuda-nos a conhecer Jesus, mas ajuda-nos igualmente a entender como somos.
Creio que um dos melhores comentários foi feito por Dostoievski, nos Irmãos Karamazov. Imagina ele que Jesus visitou a Terra no tempo da Inquisição e foi logo preso, por ordem do Grande Inquisidor. Nessa noite, nas masmorras do Santo Ofício, o Grande Inquisidor censura Jesus por não ter querido compreender que as propostas do demónio eram profundamente inteligentes e Lhe abriam o caminho – o único caminho possível – para a vitória. Se podia fazer milagres, por que não transformou as pedras em pães, para matar a sua própria fome e, sobretudo, a fome de todos os pobres da Terra? Teria todos os pobres consigo! Se podia fazer milagres, por que não fez muitos mais? Entusiasmaria os indecisos e faria calar todos os adversários! Como não quis aceitar que só triunfa na Terra quem faz aliança com os donos do dinheiro e do poder?
“Então, o Espírito conduziu Jesus ao deserto (...). Jesus jejuou quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome. O tentador aproximou-se e disse-lhe: «Se Tu és o Filho de Deus, ordena que estas pedras se convertam em pães.» Respondeu-lhe Jesus: «Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que lhe vem da boca de Deus.» Então, o diabo conduziu-o à cidade santa e, colocando-o sobre o pináculo do Templo, disse-lhe: «Se Tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, pois está escrito: Dará a teu respeito ordens aos seus anjos; eles suster-te-ão nas suas mãos para que os teus pés não se firam nalguma pedra.» Disse-lhe Jesus: «Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus!» Em seguida, o diabo conduziu-o a um monte muito alto e, mostrando-lhe todos os reinos do mundo com a sua glória, disse-lhe: «Tudo isto te darei se te prostrares e me adorares.» Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.» (Mat 4,1-11). (Este texto, muito semelhante ao de Luc 4,1-12, que se lê nesta missa, é talvez mais fiel).
No livro de Dostoievski, o Grande Inquisidor pergunta a Jesus se é verdade que Ele não fez milagres retumbantes para respeitar a liberdade dos homens, para que eles aderissem de coração e vontade e não por entusiasmo e cegueira. Mas não vês que isso é loucura? Os homens não sabem escolher, são crianças grandes, têm de ser guiados pela mão! Pensavas que, respeitando a liberdade deles, os tratavas com amor... mas não sabes que a liberdade, a possibilidade de fazer opções definitivas, é um fardo terrível, de que eles só querem livrar-se? Quem os amou fomos nós, que lhe ditamos a cada momento o que devem fazer e os não deixamos sair do caminho. Amanhã vou condenar-Te à fogueira, porque vieste estragar a nossa obra. E verás como essa gente humilde, de quem dizes que gostas, se encarniçará a atear o fogo!
A crítica de Dostoievski à Igreja é impiedosa, mas reconheçamos que tem alguma razão. A Igreja, feita de homens como nós, seguiu muitas vezes a lógica do demónio e do mundo. Que não é a lógica de Jesus.
P.e João Resina Rodrigues – (Extraído da "Palavra no Tempo II")
14 de Fevereiro de 2010
«Bem-aventurados vós, os pobres.»
(Lc 6, 20)
I Leitura: Jer 17, 5-8
"Bendito quem confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança."
SALMO - 1, 1-2. 3. 4. 6 (R. Salmo 39, 5a)
Refrão: Feliz o homem que pôs a sua
esperança no Senhor.
II Leitura - 1 Cor 15, 12. 16-20
"Se pregamos que Cristo ressuscitou dos mortos, porque dizem alguns no meio de vós que não há ressurreição dos mortos?"
EVANGELHO - Lc 6, 17. 20-26
As bem-aventuranças
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VI DOMINGO DO TEMPO COMUM
As bem-aventuranças estão entre os textos mais importantes do Novo Testamento. Mas temos duas versões muito diferentes. A mais conhecida, que foi chamada a Carta Magna do Reino de Deus, vem em S. Mateus (Mat 5,1-12):
“Ao ver a multidão, Jesus subiu a um monte. Depois de se ter sentado, os discípulos aproximaram-se dele. Então tomou a palavra e começou a ensiná-los, dizendo:
Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes os que choram,(...). Felizes os humildes,(...). Felizes os que têm fome e sede de justiça, (...). Felizes os misericordiosos, (...). Felizes os puros de coração, (...). Felizes os que trabalham pela paz, (...). Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, (...).”
Os cristãos começaram a apreciar palavras finas, e nós resolvemos substituir “felizes” por “bem-aventurados”. É um novo - riquismo, de que podemos sorrir.
Estas oito sentenças contrapõem o juízo de Deus aos juízos do mundo. Onde o mundo acha que, obviamente, são felizes os ricos, aqueles a quem tudo corre bem, os poderosos, Jesus diz que felizes são os pobres, os que choram, os humildes: numa palavra, aqueles a quem a vida não sorri. Qual a ideia de Jesus? Suponho que ninguém sabe exactamente. Será porque Deus os vai compensar, pagando a cem por um? Será porque, na opinião de Jesus, é mais fácil encontrar gente generosa entre os pobres do que entre os ricos, entre os que choram do que entre os que festejam, entre os humildes do que entre os poderosos? Tem-se notado que, nesta versão de S. Mateus, os conjunto dos pobres recebe, não sei se uma restrição, se uma explicação: “pobres em espírito”, ou “pobres pelo espírito”. (Como os textos mais antigos que possuímos estão escritos com maiúsculas, também não é claro se se deve escrever “espírito” ou “Espírito”). Na opinião de alguns comentadores, os “pobres em espírito” são aqueles pobres que aceitam a sua condição sem revolta, na fidelidade ao Espírito de Deus.
Em todo o caso, note-se que no texto de S. Mateus os “bem-aventurados” não são apenas os que sofrem o desprezo do mundo e aceitam a sua condição de maneira passiva. São também “bem-aventurados” os que ardem por que se realize a justiça, os que trabalham pela paz. E Jesus acrescenta duas bem-aventuranças que desafiam o nosso tempo, que já só acredita na violência e na manha: são felizes os misericordiosos e os puros de coração. A oitava “bem-aventurança” é de algum modo uma síntese: ser perseguido porque se luta pela “justiça”, isto é, pela verdade e pelo amor.
Mas o texto de S. Lucas (Luc 6,20-26), que se lê na missa de hoje, é muito diferente:
“Felizes, vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus. Felizes, vós, os que agora tendes fome, porque sereis saciados. Felizes, vós, os que agora chorais, porque haveis de rir. Felizes sereis quando os homens vos odiarem, quando vos expulsarem, vos insultarem e rejeitarem o vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem. Alegrai-vos e exultai nesse dia, pois a vossa recompensa será grande no céu. Era precisamente assim que os pais deles tratavam os profetas.
Mas ai de vós, os ricos, porque recebestes a vossa consolação! Ai de vós, os que agora estais fartos, porque haveis de ter fome! Ai de vós, os que agora rides, porque gemereis e chorareis! Ai de vós, quando todos disserem bem de vós! Era precisamente assim que os pais deles tratavam os falsos profetas.”
Lucas escreveu depois de Mateus. Procurou recordar episódios onde sobressaía a bondade e a misericórdia de Jesus. Se apresentou este texto, é porque Jesus o disse em alguma ocasião (verosimilmente, para um auditório onde predominava gente instalada) e Lucas entendeu que ele é igualmente fundamental. Este texto é para nós.
(Lc 5, 11)P.e João Resina Rodrigues – (Extraído da "Palavra no Tempo II")
7 de Fevereiro de 2010
"(...) Deixaram tudo e seguiram Jesus."
1-2a. 3-8I Leitura: Is 6,
A vocação de Isaías: experiência da Transcendência absoluta de Deus, experiência da Sua proximidade e do Seu amor.
SALMO - 137 (138), 1-2a. 2bc-3. 4-5. 7c-8 (R 1c)
Refrão: Na presença dos Anjos,
eu Vos louvarei, Senhor
II Leitura - Forma longa 1 Cor 15, 1-11
S. Paulo resume o que aprendeu e ensina: Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou.
EVANGELHO - Lc 5, 1-11
A vocação de S. Pedro
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V DOMINGO DO TEMPO COMUM
No Lago de Tiberíades, os peixes moviam-se em cardumes. S. Pedro andara à pesca toda a noite e não apanhara nada: os cardumes andavam longe. De manhã, Jesus pede-lhe que se faça ao largo e lance as redes. Pedro diz que sim por mera cortesia. Sabe que não vão encontrar nada, mas não valia a pena explicar isso a quem nada entendia da faina. Ora, mal as lançaram, as redes encheram-se, a ponto de quase se romperem. S. Pedro acha que está diante dum milagre. Sente-se pequeno em frente de Jesus: “Afasta-te de mim, Senhor, que eu sou um homem pecador!” (Luc 5, 1-11)
A primeira Leitura narra uma experiência parecida. Isaías é um dos notáveis da corte, no séc.VIII a.C. Um dia, estando no Templo de Jerusalém, tem a visão de Deus na sua glória. Uma tradição muito antiga afirmava que o homem, porque é pecador, é indigno de ver Deus, Aquele que é infinitamente Santo; e que se tal acontecesse, seria imediatamente fulminado. Isaías tem medo. Mas tem sobretudo pena de se sentir pecador. Percebe que Deus é bom, que é pena não ser santo como Deus. (Is 6,1-8).
Deus não fulmina Isaías, perdoa todos os seus pecados, liberta-o do mal. Depois, diz-lhe que precisa dum mensageiro. Isaías oferece-se para a missão. Será um dos grandes Profetas.
Jesus procede de maneira parecida com S. Pedro.. Diz-lhe que não tenha medo, convida-o, e aos amigos, para serem “pescadores de homens”. E eles “deixam barcos e redes” e seguem-no.
Estes dois textos são importantes porque nos convidam a acreditar, ou ao menos a pressentir, que Deus está acima das coisas do dia a dia. Os antigos sentiam-se fracos e ignorantes perante a natureza e a história, nós parece que imaginamos que sabemos tudo e que não há saber para além. Não nos espantamos com nada. A experiência religiosa começa no dia em que descobrimos que, para além da imensidade do espaço e do tempo, existe o Infinito de Deus. Que não é o infinito do escuro, nem o infinito das operações do pensamento, é o Infinito bom do amor. E que Ele nos convida a perder todos os medos, a converter-nos dos nossos pecados, a responder-Lhe igualmente no amor, e a amar os homens, nossos irmãos.
A segunda Leitura (I Cor 15,3-11) fala também de experiências de Deus. A experiência que tiveram S. Paulo e os outros Apóstolos, e muitos homens daquela geração. O núcleo deste texto supõe-se que constituiu o primeiro credo da comunidade cristã: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia”. S. Paulo desenvolve: “A seguir, apareceu a Pedro, depois aos Doze. Posteriormente, apareceu de uma só vez a mais de quinhentos irmãos, dos quais a maioria ainda vive, enquanto alguns já faleceram. Em seguida, apareceu a Tiago, depois a todos os Apóstolos. No fim de todos, apareceu-me também a mim”.
Jesus morreu e ressuscitou no ano 30, S. Paulo escreve esta carta porventura no ano 57. A referência aos cristãos que tinham visto o Senhor ressuscitado e ainda eram vivos (como ele, Paulo) é um claro convite a que os procurem e falem com eles.
A nossa fé assenta na experiência destes homens e mulheres que viram Cristo ressuscitado. Alegramo-nos com a alegria que eles tiveram, temos a humildade de não exigir a mesma experiência. Ansiamos por encontrar o Senhor, mas “temos tempo”: acreditamos que O veremos no dia da nossa morte, pois Ele nos virá buscar: “E quando Eu tiver ido, (...) virei novamente e hei-de levar-vos para junto de mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também.” (Jo 14,1-4).
P.e João Resina Rodrigues – (Extraído da "Palavra no Tempo II")