Baptismo

Desde o dia de Pentecostes que a Igreja celebra e administra o Baptismo. São Pedro declara à multidão, abalada pela sua pregação: «convertei-vos e peça cada um de vós o Baptismo em nome de Jesus Cristo, para vos serem perdoados os pecados. Recebereis então o dom do Espírito Santo» (Act 2, 38). Os Apóstolos e os seus colaboradores oferecem o Baptismo a quem quer que acredite em Jesus: judeus, pessoas tementes a Deus, pagãos. O Baptismo aparece sempre ligado à fé: «Acredita no Senhor Jesus e serás salvo juntamente com a tua família», declara São Paulo ao seu carcereiro em Filipos. E a narrativa continua: «o carcereiro logo recebeu o Baptismo, juntamente com todos os seus» (Act 16, 31-33).

papa Bento XVI

Baptismo

No Baptismo cada criança é inserida numa comunidade de amigos que nunca a abandonará na vida nem na morte.

Este grupo de amigos, esta família de Deus na qual agora a criança é inserida, acompanhá-la-á sempre,  também nos dias de sofrimento, nas noites escuras da vida;
dar-lhe-á consolo, conforto e luz.

Baptizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo!

Mt 28,19
O QUE É O BAPTISMO?

O Baptismo é a porta da Igreja e o começo de uma comunhão duradoura com Deus que nos orienta para a Vida Eterna.

Sendo o primeiro dos sacramentos, é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito. 

Pelo Baptismo morremos para o pecado e renascemos como filhos muito amados de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão.

O Baptismo é, pois, um banho de água, no qual «a semente incorruptível» da Palavra de Deus produz o seu efeito vivificador. Santo Agostinho dirá do Baptismo: «Junta-se a palavra ao elemento material e faz-se o sacramento».

«O Baptismo é o mais belo e magnífico dos dons de Deus […] Chamamos-lhe dom, graça, unção, iluminação, veste de incorruptibilidade, banho de regeneração, selo e tudo o que há de mais precioso. Domporque é conferido àqueles que não trazem nada: graçaporque é dado mesmo aos culpados: baptismoporque o pecado é sepultado nas águas; unçãoporque é sagrado e régio (como aqueles que são ungidos); iluminaçãoporque é luz irradiante; vesteporque cobre a nossa vergonha; banhoporque lava; seloporque nos guarda e é sinal do senhorio de Deus» São Gregório Nazianzeno, Oratio 40

CHAMA-SE BAPTISMO, PORQUE?

Chama-se Baptismo por causa do rito central com que é celebrado: baptizar (baptizeis, em grego) significa «imergir» na água.

O que é baptizado é imerso na morte de Cristo e ressurge com Ele como «nova criatura» (2 Cor 5,17).

Em algumas passagens da bíblia, este sacramento chama-se também «banho da regeneração e da renovação no Espírito Santo» (Tit 3,5) e «iluminação», porque o baptizado se torna «filho da luz» (Ef 5, 8).

PORQUE SÃO AS CRIANÇAS BAPTIZADAS?

A prática de baptizar as crianças é tradição imemorial da Igreja. Explicitamente atestada desde o século II, é no entanto bem possível que, desde o princípio da pregação apostólica, quando «casas» inteiras receberam o Baptismo se tenham baptizado também as crianças.

As crianças também têm necessidade do novo nascimento no Baptismo para viverem na liberdade dos filhos de Deus, a que todos os homens são chamados, libertando-se da influência do mal.

Ao adiar o Baptismo das crianças, a Igreja e os pais privariam a criança da graça inestimável de se tornar filho de Deus. Por isso, muitos desejam que os seus filhos recebam o Baptismo pouco depois do seu nascimento.

Os pais cristãos reconhecerão que esta prática corresponde, também, ao seu papel de sustentar a vida que Deus lhes confiou, transmitindo-lhe a fé que eles próprios vivem.

Em todos os baptizados, crianças ou adultos, a fé deve crescer depois do Baptismo. A preparação para o Baptismo conduz apenas ao umbral da vida nova. O Baptismo é a fonte da vida nova em Cristo, donde jorra toda a vida cristã. 

QUAL É A MISSÃO DOS PADRINHOS?

Para que a graça baptismal possa desenvolver-se, é importante a ajuda dos pais e do padrinho ou da madrinha.

As pessoas escolhidas devem ser pessoas de fé sólida, capazes e preparados para ajudar o novo baptizado, criança ou adulto, no seu caminho de vida cristã.

O papel dos padrinhos é muito importante porque eles vêm garantir à Igreja que tudo farão para que aquela criança cresça com fé.

Por isso, quando os pais escolhem os padrinhos, tenham em consideração que não escolhem compadres para si, mas as pessoas que melhor podem acompanhar os seus filhos na vida da fé.

Como tal, os padrinhos devem ser pessoas que praticam a fé, frequentam a Igreja e vivem segundo os seus ensinamentos. Devem ter a sua Iniciação Cristã completa: Batismo, Crisma e Primeira Comunhão.

percursos diferentes

Como é feita a preparação?

Crianças (até aos 7 anos)

Nestas idades, as crianças são apresentadas ao Baptismo pelos pais e padrinhos. A preparação consiste de um encontro de acolhimento, um encontro de preparação e uma reunião com o padre que vai celebrar o baptismo para acertar os detalhes da celebração. A data é escolhida pelos pais segundo a disponibilidade da Paróquia.

Crianças em idade de catequese

Depois dos 7 anos, a criança já pode pedir o Baptismo apoiada na caminhada de fé que vai fazendo. Por isso, a preparação é feita no contexto da catequese e, normalmente, a criança recebe o Baptismo e faz a sua Primeira Comunhão na mesma altura, habitualmente, no Domingo de Páscoa.

Jovens (a partir dos 15 e universitários)

Estes jovens são integrados nos Grupos de Jovens da Paróquia e fazem ao mesmo tempo uma preparação específica para o Baptismo, que receberão juntamente com o Crisma e a Eucaristia, na Vigília Pascal que se segue à conclusão do percurso de Catecumenado.

Adultos

Os adultos são acompanhados de forma personalizada a partir do momento em que procuram a Paróquia. Os horários são, sempre que possível, ajustados à disponibilidade de cada um e o sacramento é celebrado juntamente com o Crisma e a Eucaristia, habitualmente, na Vigília Pascal que se segue à conclusão do percurso de Catecumenado.

A importância

dos momentos da celebração

O sentido e a graça do sacramento do Baptismo aparecem claramente nos ritos da sua celebração. Se estivermos atentos aos  gestos e as palavras desta celebração, podemos compreender melhor o que este sacramento significa e realiza em cada novo baptizado.

Palavra de Deus

O anúncio da Palavra de Deus ilumina com a verdade revelada os candidatos e a assembleia e suscita a resposta da fé, inseparável do Baptismo. Na verdade, o Baptismo é, de modo particular, o «sacramento da fé», uma vez que é a entrada sacramental na vida da fé.

Exorcismo e óleo dos catecúmenos

Porque o Baptismo significa a libertação do pecado e do mal, faz-se também oração de exorcismo. Depois, a criança é ungida com o óleo dos catecúmenos. Assim preparado, pode professar a fé da Igreja, à qual será «confiado» pelo Baptismo.

Bênção da água

A água baptismal é então consagrada por uma oração de invocação do Espírito Santo. A Igreja pede a Deus que, pelo seu Filho, o poder do Espírito Santo desça a esta água, para que os que nela forem baptizados «nasçam da água e do Espírito» (Jo 3, 5).

Baptismo

O Baptismo é realizado, habitualmente, por infusão derramando por três vezes água sobre a cabeça do candidato. Uma outra forma, mais antiga e significativa é a imersão por três vezes na água baptismal.  A infusão é acompanhada pelas palavras: «N., eu te baptizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».

Óleo do Crisma

A unção com o santo crisma, óleo perfumado que foi consagrado pelo bispo, significa o dom do Espírito Santo ao novo baptizado. Ele tornou-se cristão, quer dizer, «ungido» pelo Espírito Santo, incorporado em Cristo, que foi ungido sacerdote, profeta e rei. Este rito anuncia uma segunda unção com o santo Crisma, que será dada pelo bispo: o sacramento da Confirmação que, por assim dizer, «confirma» e completa a unção baptismal.

Veste branca e a vela acesa

A veste branca simboliza que o baptizado «se revestiu de Cristo», a sua veste é Cristo e a sua identidade é ser cristão. A vela, acesa no círio pascal, significa que Cristo iluminou a criança que se torna filha da luz. Em Cristo, os baptizados são «a luz do mundo» (Mt 5, 14) e essa luz deve permanecer acesa em nós até à eternidade. 

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