O DOENTE, SER ESPIRITUAL – 10 Feve...

1. Ao reler os documentos do Concílio Vaticano II, é-se surpreendido com o facto de quase não se falar dos doentes. Apenas por quatro vezes os padres conciliares referiram a importância do cuidar das pessoas que estão feridas de uma enfermidade. Estas citações encontram-se na Lumen Gentium, ao falar do Povo Santo de Deus, na Presbyterorum Ordinis, ao referir a tarefa dos sacerdotes junto dos enfermos e finalmente na Sacrosanctum Concilium ao referir-se a importância do sacramento da Unção. No final do Concílio, aquela grande assembleia deve-se ter dado conta desta falta...

OS LEIGOS NA IGREJA – 3 de Feverei...

1. Durante muitos séculos, ao falar-se da Igreja, todos pensavam estar a falar-se do Papa, dos Bispos e dos sacerdotes e, quando muito, consideravam-se também os religiosos como membros activos, sobretudo no campo missionário. Os leigos estavam à parte e não eram tidos em conta na acção que a Igreja desenvolvia. Praticamente e salvo raríssimas excepções, os leigos não eram mais do que receptores da mensagem do Evangelho. Os sacerdotes mandavam e os leigos obedeciam; os sacerdotes ensinavam e os leigos aprendiam; os sacerdotes administravam e os leigos participavam com...

O DINAMISMO DA COMUNHÃO – 27 Janei...

1. Ao reflectir sobre a Igreja o Concílio Vaticano II insiste na importância da comunhão com Deus e da comunhão com os irmãos. Na Lumen Gentium refere-se o mistério da comunhão que é vivido no novo povo de Deus que é a Igreja. Ao citar a primeira Carta de S. João, o teólogo Yves Congar define com muita clareza a relação entre o amor de Deus e o amor fraterno. S. João diz “que a minha comunhão convosco seja também comunhão com o Pai e com o Seu Filho Jesus Cristo” ( 1Jo 1, 3). O teólogo do Concílio explica que a união a Deus é o suporte do amor fraterno e a comunhão com os...

AO RITMO DO VATICANO II – 20 Janei...

1. Foi a 11 de Outubro de 1962 que começou o Concílio Vaticano II. Ao longo da década de 50 já Pio XII imaginara uma profunda reflexão sobre a Igreja e sobre a sua presença no mundo. A 11 de Fevereiro de 52 o Papa fez até um discurso notável em que dizia ser necessário “transformar o mundo de selvagem em humano, de humano em divino, isto é, segundo o coração de Deus”. Pio XII falava assim pela proximidade da Segunda Guerra Mundial que terminara em 45. A Europa estava devastada e a Igreja sentia a necessidade de colaborar na sua reconstrução. Este Papa, porém, não teve...

NO BAPTISMO RENASCI – 13 Janeiro d...

1. A terminar o ciclo do Natal, a Igreja celebra o Baptismo do Senhor. Nas comunidades cristãs viveram-se festas extraordinárias: o Nascimento de Jesus, a Maternidade de Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, a Festa da Sagrada Família, a Epifania, isto é, a manifestação do Mistério de Jesus aos gentios guiados por uma Estrela. A fechar o ciclo do Natal, a liturgia convida as comunidades cristãs a celebrar o Baptismo do Senhor. Contam-nos os Evangelhos que Jesus, na proximidade de iniciar a sua missão, se isolou 40 dias no deserto da Judeia. Pagando o preço da natureza...

A LIÇÃO DOS MAGOS – 6 Janeiro de 2...

1. A visita dos Reis Magos ao presépio de Belém, para verem o Menino Deus, é uma catequese extraordinária que afirma a universalidade da mensagem evangélica. De facto, Mateus descreve esta vinda dos Magos com um realismo extraordinário. Vieram de longes terras, seguiram uma estrela, conversaram com Herodes, adoraram o Menino, ofereceram ouro, incenso e mirra e, depois, avisados pelo anjo, voltaram às suas terras por outro caminho. A narrativa tem depois inúmeros pormenores que permitiram aos teólogos considerar esta história não como um acontecimento, mas antes como...