NA QUARESMA, FAZER-SE PRÓXIMO DOS OUTROS...

1. O cristão que aceita todas as exigências do Evangelho facilmente compreende que não é cristão para si mesmo, é-o para os outros. O exemplo de Jesus é claro quando se faz próximo do justo ou do pecador, do crente ou do menos crente, do homem ou da mulher. Jesus tem a mesma atitude para com todos, faz-se perto de todos, não exclui ninguém. Digam-no Nicodemos, sinedrita ou Levi o publicano; confessem-no Zaqueu, um homem rico de Jericó ou a Samaritana, uma mulher simples de Sicar; reconheçam-no o fariseu Simão, grande senhor na sua casa ou a mulher pecadora, desprezada por...

A QUARESMA, OPORTUNIDADE DE CONVERSÃO &#...

1. Quando se aproxima uma grande festa, está-se atento aos mais pequenos pormenores, para que tudo resulte na perfeição. Pode ser o casamento de um filho, as bodas de prata ou as bodas de ouro dos pais, o doutoramento de um colega que na universidade se distinguiu, uma outra festa qualquer. Em todos há sempre a preocupação de preparar bem esse grande acontecimento. Limpa-se a casa com esmero, arrumam-se os móveis de outra maneira, chamam-se costureiros, escolhem-se toiletes, e tudo isto antes ainda da preparação do banquete – a preparação de uma festa é já vivida num...

NA QUARESMA, DAR MAIS TEMPO À ORAÇÃO- 7d...

1. A oração constitui o normal respirar, na vida do cristão. Quem esquece a oração, em termos de vida cristã, quem abandona a oração, acaba por morrer, porque lhe falta o contacto habitual com Cristo, o único que dá vida e vida em abundância. Daí a recomendação de Jesus: “Convém orar sempre, sem nunca desanimar” (Lc 18,1). A Quaresma traz consigo o convite a uma oração frequente. A Igreja, no séc. IV, propôs quarenta dias para a preparação da Páscoa, porque quarenta dias tinha sido o tempo de deserto a que Jesus se sujeitou ao preparar a sua vida pública. A Quaresma é...

A PENITÊNCIA, EM TEMPO DE QUARESMA ̵...

1. Sempre, na tradição da Igreja, se considerou a Quaresma, como tempo de penitência. Era tanto assim que os comportamentos sociais correspondiam à austeridade pedida aos cristãos, como forma de preparação para a Páscoa. Não havia festas, entre quarta-feira de cinzas e a noite pascal. Admitia-se, a meio deste tempo, alguma expressão de alegria. Era a “mi-carême”, normalmente a coincidir, com a liturgia do domingo “letare”, o domingo da alegria. Ninguém comia carne às sextas-feiras e nos mercados vendia-se peixe e nos restaurantes privilegiavam-se refeições de...

QUARESMA 2010-21 de Fevereiro 2010

1. Desde 4ª feira de cinzas que os cristãos entraram na Quaresma e vivem, se quiserem ser exigentes, a preparação para a Páscoa. É certo que, na cultura do homem contemporâneo, estes quarenta dias em nada são diferentes dos restantes dias do ano. É a mesma vida profissional, com as normais tensões e as sempre iguais dificuldades; é o mesmo ambiente familiar que não esconde rixas, brigas ou contendas; é a mesma atitude económica, sem se notar a preocupação pelos novos pobres ou pela muita pobreza envergonhada; são as mesmas tensões políticas, alimentadas nos noticiários e...

AS FÉRIAS DE CARNAVAL- 14 de Fevereiro 2...

1. O carnaval é um tempo de memórias. Desde os tempos mais antigos se chamavam, a estes dias, as férias de carnaval. As escolas fechavam, as crianças ficavam livres, os pais acompanhavam-nas nas mais diversas iniciativas, sempre para divertir os mais pequeninos e para os mais velhos estarem um pouco mais tempo com as crianças. Recordo as minhas fantasias, pelos meus quatro ou cinco anos. Ainda encontro velhas fotografias em que me vejo vestido de rato Mickey, com minha irmã a fazer de Minnie. Lembro um pouco mais tarde as fantasias da Columbina e do Arlequim que meus...